E na maioria das vezes a gente nunca sabe o que fazer com aquela metade que fica de todo um inteiro que foi embora…

"Desapego, no seu sentido mais amplo, significa ser leve. Não é que você não possa amar algo ou alguém, não é que você precise ser frio e tratar tudo como descartável, mas precisa levar adiante apenas o que te faz bem. Soltar e deixar ir. Sem depositar aquela expectativa furada que vai gerar frustração. Sem colocar tanto peso num passado que embolorou e num futuro que ainda nem dobrou a esquina. Desapegar é revisitar a casa e achar o necessário, o dispensável e planejar a vida pro agora."

A política do desapego - Bovolento, Daniel. (via willie-billie-bo)

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Eu poderia escrever sobre vc

Eu poderia escrever sobre você, poderia escrever o quanto você me fez feliz ou então o quanto você me fez sofrer. Poderia escrever sobre o dia que você me pediu em namoro. Ou sobre a nossa primeira briga que não acabou em sexo. Sobre o dia que você me deixou e voltou, ou o dia que você me deixou e não voltou.

Mas esse dia não foi legal.

Poderia escrever sobre a semana inteira que eu fiquei planejando o jantar do domingo. Ou melhor, sobre como foi conhecer sua família. Poderia contar o quanto você me fez mudar. O quanto você me fez ficar viciada na música que hoje eu não suporto escutar. Sobre como ficar perto de você me fazia sentir uma coisa que até hoje eu não sei o que foi. Ou o que é, mas enfim, isso não vem ao caso.

Poderia escrever sobre o quanto você não faz sentido. Sobre o quanto você não liga se eu deixo de te ligar. Sobre o quanto eu corri atrás. Sobre o quanto você me fez sorrir quando isso parecia impossível. Poderia escrever sobre te provocar. Poderia escrever sobre o nosso primeiro jantar na tua casa, só nós dois, quando você inventou de cozinhar e a comida ficou horrível. Ou sobre o quanto eu achava que você me conhecia, mas na verdade…

Poderia confirmar a minha teoria de que no final as coisas sempre dão erradas. Talvez escrever sobre como as coisas, e pessoas, mudam. Poderia montar um livro com todas as cartas que eu escrevi para você e não mandei. Sobre como algumas, muitas coisas ainda me lembram você e sobre como outras me fazem pensar em absolutamente nada. Poderia escrever sobre como eu era antes de te conhecer. Poderia escrever sobre como consegui viver escondida em um mundo que você criou por tanto tempo. Ou sobre como eu consegui sair, ou não consegui. Talvez uma redação de como eu tô tentando, assim fica melhor. Ou então filosofar sobre se algum dia eu conseguirei sair realmente e te esquecer totalmente. Mas isso não faria sentido, afinal uma parte de mim ainda te considera importante, isso daria um bom texto também.

Poderia escrever sobre como eu fico hoje em dia quando falam de você. Poderia escrever sobre o primeiro dia que eu te vi, ou então sobre como me apaixonei. Poderia escrever sobre como nada nunca vai ser o que nós fomos. Ou sobre como eu me senti a primeira vez que você me deu a mão em público. Poderia escrever sobre diversas primeiras vezes com você: primeira vez que fomos na praia, no cinema, primeira decepção, primeira lágrima, primeira briga, primeiro sorriso… Ou então como era bom cozinhar para você. Poderia escrever sobre como fico insuportavelmente chata falando de você. Poderia escrever sobre como eu gosto da tua voz, sobre o quanto você faz falta e o quanto eu luto comigo mesma para, pelo menos dessa vez, não correr atrás. Talvez se eu escrevesse sobre a minha vontade de te ver novamente e não sentir absolutamente nada. Ou então sobre essa minha indecisão quando se trata de você, acrescentando um pouco sobre a minha luta diária de fazer com que ela acabe de uma vez por todas. Poderia escrever sobre como odeio não conseguir te odiar, ou então como fico clichê quando falo de você. Poderia escrever sobre a primeira vez que eu tentei me machucar para ver se a dor que você me proporcionava cessava. Poderia escrever sobre o resultado dessa tentativa.

Se eu fosse escrever sobre o seu perfume, só isso daria um texto enorme. Poderia escrever sobre como escrever sobre você pode me fazer um bem enorme ou um mal danado. Poderia escrever sobre os livros que eu li e gostei, os que recomendo, os que leria de novo e os que não leria nunca mais. Poderia escrever sobre minha banda favorita. Poderia escrever sobre a minha paixão por cicatrizes. Poderia escrever sobre a sua influência nas minhas decisões. Poderia escrever sobre sonhos. Poderia tentar explicar a minha paixão por covers e não por músicas originais. Talvez se eu escrevesse sobre o dia em que eu contei para a minha família sobre você… Daria um texto engraçado. Poderia escrever sobre o nosso primeiro beijo. Ou então sobre as vezes que te pedi para esquecer querendo que você lembrasse. Poderia escrever sobre tantas coisas, mas acabo não escrevendo nada. Nada é sempre o melhor que se pode escrever.

Olivia Dias

http://entretodasascoisas.com.br/2014/06/25/eu-poderia-escrever-sobre-voce/

Era pra gente ser feliz.

Era pra gente estar agora na mesma cama, deitados, assistindo a uma série que um gosta mais do que o outro, só pela companhia.

Era pra gente estar agora empurrando um carrinho de supermercado, fazendo as compras do mês, discutindo porque um quer levar duas caixas de Bis e o outro argumentando que ainda tem algumas na despensa.

Era pra gente estar agora no site do Cinemark escolhendo qual filme vamos ver no shopping, na dúvida entre um besteirol e um suspense, escolhendo a melhor poltrona, sendo que um prefere bem no fundo e o outro prefere mais perto da tela.

Era pra gente estar agora rindo um do outro, porque um falou uma palavra errada, porque o outro está com o cabelo bagunçado, porque vemos graça onde não existe.

Era pra gente estar agora no mesmo lugar, decidindo o futuro juntos, vivendo o mesmo tempo e dividindo o mesmo espaço, mas estamos separados, cada um no seu canto, cada um por si, cada um sendo um só.

Era pra gente ser feliz, juntos.

http://umsentimentopordia.com.br/era-pra-gente/

picklespup:

Waahoo! Snow!

picklespup:

Waahoo! Snow!

picklespup:

We love spring and the sun.

picklespup:

We love spring and the sun.

Não esquece o porta-retrato.

Leva tudo. Leva teu sorriso, teu cheiro. Inclusive as lembranças que o que me fez de bom vão insistir em querer ficar. Não quero nada. Hoje, não. Qualquer coisa, deixa numa caixa e esconde no armário. Ah, não esquece suas roupas. Nada de deixar uma peça pra trás só pra me fazer ter saudade. Ou tentar me fazer ter saudade. Não terei. Serei apenas a certeza de que me abrir e expor demais é perigoso. Sabe lá Deus quando eu farei isso novamente.
Se eu me tornar uma pessoa mais fria, a culpa é toda sua.
Não quero deixar uma frase de efeito no final. Aliás, quem conhecia nós dois como casal sabia que esse desfecho era o único que eu não imaginava para nós dois. As variáveis possíveis se apoiavam em números. Quantidade de filhos, de cachorros e de filmes para assistirmos juntos. Ou de quilômetros percorridos em viagens intermináveis e sem planejamento que sonhávamos em fazer. E agora tudo rui. Desmorona. Tudo virou um grande “por quê?”.
Por que fez isso comigo? Por que me deixou sentir bem mais do que eu deveria? Por que não foi sincero? Por que me entregou um amor tão bonito para depois voltar com algo tão cruel? Por que fez planos e promessas? Por que usar de mentira a quem lhe entregava confiança? Estou naquela posição em que as perguntas nada mais são que o martírio de encarar a verdade: eu ainda não consigo te perdoar. E nem ao menos quero ter vontade de um dia fazer isso.
Talvez tenha sido minha própria culpa. Você não deve saber o peso que tem me olhar no espelho e me perguntar “onde foi que eu errei?”. Não, você não tem. Você deve dizer por aí simplesmente que acabou. Que, agora, voltou pra vida de solteiro. Deve, inclusive, dizer a alguns amigos meus que se arrepende de algumas coisas, mas que a vida é assim mesmo. E, ainda que fale em voltar, você mesmo sabe que não quer isso.
Só que é mais fácil fazer a cena. Amor digno de Oscar.
Não esquece nada, tá? Ou melhor, esquece que um dia eu deixei você se instalar na minha vida e conhecer tanto de mim. De todos os medos, todos os segredos, todas as vontades, todas as dores, todos os amores, todos os pudores, todos os projetos, tudo que era sonho, tudo que era concreto, de tudo um pouco que eu guardava em mim tinha você. Ou como aprimoramento ou como solução. Não importava. Éramos casal. Hoje, não somos nada. Nem um ponto final.
Isso eu também não quero lembrar, mas esse “por quê?” eu sei.
[ Gustavo Lacombe ]

"…and you drink a little too much and try a little too hard. And you go home to a cold bed and think, That was fine. And your life is a long line of fine."

— Flynn, Gillian. Gone Girl.  (via wordsnquotes)

(via preppyinpeach)

maddieonthings:

meep meep! 🚲

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